domingo, 3 de fevereiro de 2013

Compulsão...desejo do insaciável

 
 
Compulsão para quem tem;
pega a pele, rasga, amassa, come sem desdém.
Compulsão para quem quer;
mastiga, arrasa o corpo encima e passa a língua, e abre, e entra em quem tem...
quem tem prazer!
Compulsão para quem gosta;
e rola e roça...beija o ventre e sente os dentes,
e por entre as pernas vem e em mim entra,
me vê por dentro e me sente e me enche...
me enche de seu prazer!
Compulsão para suar;
e molha a carne em deleite de fuga e deixa somente o desejo seguir...
seguir sua pulsão sexual,
Compulsão para quem tem fome;
e vem e come,
e com saliva me devora com paixão,
e por entre gemidos e sentidos executa a sucção,
e se acaba em lençõis humidos,
e satisfaz sua compulsão!
 
 
Priscila Zanon

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tatoo


Sua pintura lasciva, artística,
convite ao deslumbre carnal,
lingua minha, pincel que desliza por entre sua epiderme colorida.
Tatoo...
Sua pele de adorno sobre mim
Seu corpo desnudo tatuado
a satisfação de meus desejos de volúpia.
"Invitame a leer cada rincón de tus tatoos con mi boca"
Saliva minha a percorrer a trilha de suas pinturas carnais.
Fricção, suspensão, sucção de seus sentidos.
desejo tudo e o todo de ti!
Fervor de minha boca em lampejos.
seu liquido de suor em mim,
sua tinta esculpida em minha pele.
Rasga meu pudor com sua atuação dominadora.
Olhos perdidos que rastejam por entre sua perversidade artística.
Penetra em meu desejo,
Te possuo
Te como todo,
suas tatoos contra meu corpo,
Sua tatoo meu deleite, minha arte de perdição!

Priscila Zanon

domingo, 29 de janeiro de 2012

Desejo de seu Beijo de perdição!

Seu beijo de lasciva...
Veludo que mastiga meu prazer.
Língua tua...
Anfitriã erótica de meus gemidos de luxúria.
Sussurros de entrega,
calor de meu desvio.
Caminhos de sua boca...
Entrega abissal de minha epiderme trêmula
a experiência em sua totalidade mais febril.
Sua boca de perdição...
Seu beijo de profundidade,
labirinto labial de sua carne.
Beijo seu, caminho sem volta...
Calor sudórico total que emerge
de cada gota de meu corpo em junção ao seu.
Sentidos unificados,
constância do Tato!
O êxtase de perpetuar você vaporoso dentro a mim!
Sua Singularidade que Arde!
Brasa de meus sentidos lampejantes de desejo,
néctar vicioso de seus lábios.
Seu beijo Único...
 Boca que escreve em minha alma,
 essência salivante, osmose de pulsão.
Atrela-me junto ao seu corpo cálido de fulgor
e me esculpe em seu beijo de perdição!
Beijo seu...sua intensidade apresentada.
Gozo oral do enlevo que seduz.
Boca sua...onde me entrego,
fonte labial dos prazeres.
Paradoxo de sentidos,
Você...um deleite único e lascivo.

Priscila Zanon

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Desejo de seu desejo em meu gozo!


 
Língua tua...
receptório de meu líquido de prazer!
Pernas lascivas...
gemidos de tremor em sua boca que queima.
Febre é toda a pele exposta friccionada a você.
Ardência constante,
ininterrupta da perda dos sentidos.
Sua sede contínua que penetra meu intimo.
Prazer de seus anseios,
reflexo de minha carne trêmula.
Minha pulsão eclodida nas paredes de teu gozo.
Seu desejo, minha perdição!
Seus movimentos, minha inconstância da razão!
Me perco
Me acabo
Me desvio
Me abro
Você se repousa em meus gritos.
Suor e gemidos molhados
Toda entrega de minha carne em erupção.
E você gosta,
E você goza,
E você não para mais!
Priscila Zanon

sábado, 26 de novembro de 2011

Desejo de Seu Gosto


Vinho, boca, pele envolta
Seu Gosto...paladar em ardência!
Gotas espessas que sucumbem em sede,
líquido sinuoso que se transborda em toque.
Dueto dos corpos em evidência,
apelo de meu gozo por seu gosto,
latência lasciva que se esculpe na língua.
Gosto Seu...privilegio do meu sentir!
Cheiro orgasmático comunal,
saliva compartilhada em atos do carnal.
Pernas, poros, olhos
todo o receptório da libido em ebulição.
Vapor da osmose de cetim que exala de seu gosto.
Gosto Seu...vassalo de desejos.
Pele Tua...encaixe do seu Eu
pintura fixada em minha moldura.
Seu Gosto de volúpia,
Meu gozo!
Gosto do seu gosto dentro a mim.
Venha e faça à seu Gosto!
Nosso gozo, todo nosso.
Nosso tudo, todos os gostos
do modo que se gosta.
Venha e me faça Gostar!

Priscila Zanon

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Íntimo...Desejo de volúpia!

Então se faça rendido,
da minha boca a tua  boca, onde se emergem as pulsões.
Seu néctar sedoso que escorre a minha garganta...
Se drena de prazer!
Gemidos...
mensuram o bulbo de nossa eternidade.
Entre nossa pele aberta tudo se reluz a arrepios.
Intimo...
Seu sexo que devora minha libido.
Suor mútuo de gotas abissais,
 gozo acústico que grita as paredes de nossa respiração.
Seu corpo que arde,
minha melhor melodia de luar.
manto de luxuria...
convulsão de sua saliva,
Meu templo, seu depositário de ardor!
Sou tua carne noturna
onde sua língua nua varre meus poros de volúpia!
Sejamos íntimos
impulso dual de tremer...
Intimo...
você dentro a mim,
eu sobre você...
Envoltos...
metáfora que seduz!
Penetrantes de privacidade!
Eu e você...
Íntimos!

Pri Zanon

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Desejo do Eu pertecente a você!!!


Algoz da constância,
cheiro almejante de seu sexo,
a escolha objetal do gozo,
seu corpo  plastia do infinito
a pele que evoca o toque do ardor desmedido.
Seu hálito de libido penetra no evasivo de meus poros sedentos.
Só me permito em carne vassala de seus desejos da volúpia anfitriã,
membros sobre pernas,traços de lasciva do luar.
O absoluto da entrega sem razão cotejada no orgasmo mutuo de nossos atos.
Senhor de minha ardência existencial...venha ao deleite de minha essência sem pudor
Tudo se faz permitido, desde que ambos se deixem penetrar paralelo à seus sentidos...
E hoje novamente desejo meu Eu possuído em seu ser vestido de prazer...
por uma plenitude distinta,
o meu dia se faz meu hoje,
e minha noite se reluz em meu sempre,
o sempre degustado pelo néctar do desejo que lateja meu ser
em um ser de adorno  pertencente a você!..

Priscila Zanon

domingo, 14 de agosto de 2011

Cama Cúmplice

Seu Corpo de Vênus,
Sua Cama Cúmplice.
Seu Peito aconchego,
o cheiro do leito.
O Súbito gestual de nossos movimentos
onde repouso meus desejos de você sobre mim.
Coteja minha pele em arrepios,
os lençóis que presenciam nossos atos pulsionais.
Núpcia Lunar,
a noite que arde sem pudor.
As paredes  silenciam ecos de prazer,
seu quarto, seu Eu, seu Secreto, segregado em Mim!
Sua cama cúmplice se permeia no molhado latejante
de cada gota de seu suor!
Tudo e o todo que rodeia se faz plateia
de nossas peles em ebulição.
Sua cama, palco...
ápice fulcral de nossos deleites de paixão.
Sua cama, fonte de junção...
meu Eu onde me deito a você...
Sua cama, seu peito,
meu suspiro,
meu Leito!

Priscila Zanon

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Absinto...Desejo da Luxúria!

Absinto...ebulição da luxúria,
a taça dos prazeres ardilosos tecendo
gotas que degustam o espesso sabor
da proposta ao ventre.
Cálice do pecado, a luxúria que se bebe
na paixão entorpece os sentidos agudos
da libertina de vinil.
Senhora concupiscência dos joelhos afastados
o membro adoptado se faz viçoso,
invade o orifício do prazer.
Introducere...penetra em domínio,
mãos percorrem a incontinência lasciva
dos poros exalados de suor.
Intenso, convicta persuasão interna,
falo talante de encontro as paredes uterinas.
Introdução esmerada por entre as pernas,
sincronia corpulenta que conduz o aminoso do orgasmo.
Luxúria
Lama
Lua
tudo envolto, tudo exposto.
A entrega do Humano ao humano que  há em si
O humano sedento , o humano desperto, o humano que se fez em mim.
Entrega...luxúria, o faça,
 o deixe, se abra, entre, sinta, se permita...somente seja!

Priscila Zanon

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pele....Desejo epidérmico

Pele, órgão lascivo,
Guardiã, caixa pandórica dos desejos
 encobre a carne do deleite mastigado
A pele que se desdobra em mim, elucida os arrepios perdidos
causados pelos sussurros latentes de sua respiração repousada em meus ouvidos.
A Pele se estica e exala-se em gemidos,
os prazeres descontidos são aqueles molhados de suor.
Pele...o natural da epiderme é o almejo do encontro a outra Pele
Fluidos humanos do prazer...
Pele, escama ardilosa do cheiro sexual...
sua pele provida de meu gozo
meu fulgor desnudido em pele
sua pele devora a minha
minha pele está sobre a camada epidérmica de seu corpo
duas respirações unidas
uma só pele...
toque...tato...sentidos....calafrios uterinos
pele, pelos, poros, tudo enfim
Pele gemida, comida...a boca de sua pele sobre mim...
desejos abissais de sua pele de marfim....
pele macia...
pele desprovida de pudor...
sua pele, meu calor...
Sua pele junto a minha
pele e ardor
uma só pele enfim...uma soma..
a plástia....
a pele sempre a nos representar...
tradutora dos anseios...
pele, piel...fonte de desejos...
que a pele se desfaça, que a pele seja comida
minha pele...seu banquete...
Coma!

Pris Zanon

sábado, 25 de junho de 2011

Convite ao Beijo! ( O Desejo a Boca )

Sua Boca calada dizendo Vem...
O Maxilar entreaberto,
sedento pela perda da razão.
O Encontro do Beijo...
Faminto,
que come,
que chupa,
que engole essa Carne de deleite
que se faz em lábios.
Porta nupcial da entrega dos corpos sobre si.
Dentes,
Mastigam o gozoso orgão do oral.
Saliva que exala da língua devoradora.
Sucção
Mordidas
Pressão...Ato prazeroso do Beijar!
Seus olhos, anfitrião do desejo,
me convidam
nessa boca tua pedindo
vem...a Entrar!

Pris Zanon

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Você! Objeto de Desejo PARTE II


Te quero assim...
Corpos lascivos
Gemidos ardidos
Tremor da carne suada,
Mistura de liquidos gozais
Sua pele na minha boca
Sua boca no meu sexo.
Fulgor dos orgasmos incessantes,
Delírio que se faz entre pernas
Saliva que queima cada pedaço
dessa carne devorada.
Beijos que se perdem
Bocas que se comem,
Linguas que se encontram
no percurso de cada epiderme esfregada...
apertada
mordida
molhada
gozada...
Desejos enaltecidos,
Volúpia ativa,
Orgasmos atingidos
repiração cansada,
Entrega,
Calor sem pudor
Sexos conhecidos
limites perdidos...
Te quero Assim!

Priscila Zanon

Você! Objeto de Desejo PARTE I


Nessas nebulas ansiogênicas que se fazem de meu leito,
Eu deitada aos lençóis de meus anseios
me remeto a imaginar Você!
Meu novo objeto de desejo
ao qual deposito minha líbido.
E intenso são os pensamentos
que direcionam o meu real desejo
Você!
De sua pele junto a minha,
friccionados,
O almejo se traduz em sentir
Seu corpo desnudo
o sabor de sua carne em minha boca
unificada em cada célula de meu respirar.
Você!
Te quero ofegante,
Sua lingua deslizante
abrindo cada orvalho minucioso de meu ser.
Ahh..quanta volúpia tenho a ti...
Desejo desmedido
esse que tenho por Você!
Meu adorno repentino,
Minha pulsão explosiva,
Minha razão perdida,
Meu prazer encontrado,
Meu sonho realizado...
Você!!

Priscila Zanon

domingo, 19 de junho de 2011

Sua Boca em Mim!!! ( O Desejo de sua sede)

Escarlatina rubra de teus lábios...latejantes!
Boca tua...Sedenta!
Que desliza na epiderme macia, alva de meu peito,
percorre a excitação de meus seios.
Essa sua saliva...Que arde!
Se transborda em desejo.
Massageie meu sexo...Caia de boca em mim!
Se lambuze nos anseios lubrificantes que exalam de meu intimo,
Se desfaça em meus gemidos...
Esse prazer orgasmático de meus delírios.
Sua Língua...Órgão Pulsante!
Lampeja os impulsos lascivos que evocam
 os tremores de meus nervos da libido.
Me abro toda a ti!
Sua Boca em Mim!
O prazer que elucida meu lubrificado em forma de gozo.
Novamente massageie meu Ego.
Se acabe junto a mim!
Mergulhe de cara nos líquidos abissais de minha volúpia,
beba tudo de mim!
E nesse ato oral consumado, junto a meus gritos
Me enlouqueça...Me conduza....
Me eleve até o fim!!!

Pris Zanon

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Medo...( O Medo Do Desejo de Amar )

Se não fosse o medo de amar...
Talvéz as almas não estariam perdidas
Se não fosse o medo de se entregar...
Talvéz a solidão não encobriria as vidas
Se não fosse o medo de olhar...
Talvéz as lágrimas seriam menos repetitivas
Se não fosse o medo de respirar...
Talvéz o ar sufocaria menos os anseios perdidos
Se não fosse o medo de dançar...
Talvéz muitas músicas não parariam de tocar
Se não fosse o medo de acreditar...
Talvéz os sonhos seriam vividos juntos
Se não fosse o medo de perdoar...
Talvéz o passado ficasse para tráz
Mas o medo consome
O medo corrompe
O medo se faz cúmplice a solidão!!!
Ahh...Se não fosse o medo de tentar!!!

Priscila Zanon

sábado, 28 de maio de 2011

Desejo do auto prazer em si!!!

O toque ao extremo...
as mãos se auto percorrendo...
sentindo o gozo do corpo
no exalo excitante dos fluidos genitais
evaporando-se em calor
aniquilando qualquer pudor
desejos enaltecidos...
libido incessante dos dedos massageando o sexo
respiração lasciva em evidência...
boca salivante..almejante...
se doar...sentir...se tocar
o masturbar em si
ato de se auto permitir
busca voluptuosa dos orgasmos secretos
a busca do prazer começa por si
conheça-te a ti mesmo!!!

Priscila Zanon

domingo, 22 de maio de 2011

Narcisico..desejo de si mesmo!!!

Amor a si mesmo...
patologia atrativa do monologo do espelho.
Sua concha calcária, esfera impenetrável
aos escritos do externo mundano.
Você recebe minha libido investida
porém a retém em sua figura narcísica.
Seu espelho só reflete a ti mesmo,
e meu desejo fica na sombra das migalhas de sua atenção.
Tão belo e tão egocêntrico,
não almeja o repartir de sua luz com  um outro alguém.
Seu desprezo sutil,
aprisiona minhas declarações em vão.
Seu olhar só se reverte a ti...
pobre de mim,
gasto meu amor ao espaço do seu não.
É tão difícil olhar para o lado?
É tão árduo sair da margem do rio?
Sua imagem lúdica
envenena sua existência vazia...
"amor"...você só o tem a ti mesmo!
armadilha da vaidade que alimenta
a casca oca de sua essência.
Um dia o espelho se quebra....

Priscila Zanon

sábado, 7 de maio de 2011

Desejo De Você!!!

Então..demasiada dor...culminante, fulminante
é o que eu sinto, Entrega...abertura expansiva, interrupta
de meu peito de marfim...eu me abro a ti....submersão de submissão
aos lampejos de morfina que me remetem ao seu lembrar...
E o fantasiar? Ahhh...que deleite do despropósito..ousadia de remeter a você...
Rasgo-te todo nesses anseios majestrais de meus desejos a ti...
Sucumbo a epidérmica do prazer ansiógeno de desejar você...
Ahhh..seu corpo sobre o meu...Saudades...Mármore fulcral de minha entrega libidinal
Sozinha limito-me ao fantasiar...as mãos do nostálgico lembrar desfilam o desejo da volúpia
escarlatina de meus lábios fusionados aos seus...
Sua língua..órgão emergente de meus soluços corporais...percorrem minha estima pulsante
de ardor orgasmático....
Aiii....que vontade de você...
embriagar-me na sua saliva aditiva é o meu depositar esperançoso dos lençóis cálidos
do pedestal do apetecer você!!!
Espera insólita..malogra o lubridiar da saudade!
Corpo aberto, percorrido...mastigado...acoplado...
Seu respirar suado é meu cálice transbordado do exalar de minha dilatação uterina...
Ahh... o coito arrepiado da perda da constância de seu corpo sobre mim!!!
penetra...volta...reafirma o apogeu de nosso ápice deleitoso...
Nossa carne impúdica...envolta...nosso ato concupiscente...evasão de nossos sentidos mais salaz...
saciar dos anseios mútuos...embriaguez de nosso sangue lascivo..deleite..delicia...
Ahhhh..vontade de você...

Pris Zanon

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pensemos: O Que sustenta a Dor do Desejo não correspondido?

Confiança versus Insegurança...
Qual é a marca sustentável do ser
que cada um a pondera no equilíbrio da balança pulsional?
Solo...cada um quer o seu,
pisar sem se afundar na lama insólita das ilusão.
Há de se pensar o quão é difícil se embasar
nas lacunas frias da indiferença do outro,
por mais que você o deseje e se banhe
no insustentável espelho dos reflexos evasivos
da falta do retorno da energia que fora depositada.
Se o outro não corresponde seu investimento libidinal,
porque o faz então,
com tanta veemência existencial?
Para que, o retirar total do amor do EU
e depositar intensamente no outro
mesmo se intuitivamente não ancorar
as expectativas do retorno a altura
do que se imagina, se fantasia...
Qual a base do desejo inalcansável e crucial
que  se é entregue ao outro?
A Dor?
O Masoquismo em si?
Repetição?
Baixa auto-estima?
Ou falta de opção?
Prazer e Dor...porque sempre mistificados
nesse nó desnodulado , abissal e paradoxal
do Amor?

Pri Zanon

domingo, 1 de maio de 2011

O Violentador

Conto Erótico

As ruas são frias,molhadas de chuva cálida. Eu caminho com passos largos, apressados, estou sozinha,submersa na escuridão nebulosa das pedras ladrilhadas da calçada. Sou a única multidão da noite.
Um certo medo prazeroso invade meus pensamentos , sensação súbita de perseguição, passos conjuntos no compasso do meu andar assustado.
Será que há alguém a me seguir? Desejo vil de ter um estranho sedento atrás de mim. A adrenalina emergente do perigo invade meus pensamentos escondidos, fantasio com a situação eminente de um alguém sem rosto sendo puramente gozo no meu rastro. Fetiche o meu, do coito inesperado e forçado.
Diminuo meu caminhar, e no silêncio das gotas gélidas do noturno obscuro sinto a respiração do outro exalando o cheiro do incerto e do instigador ameaçador. E agora? hei de correr ou de me entregar?
Nos delírios errantes desse jogo de lobo mau, eu sei o que ele deseja, e ele deseja a mim, meu corpo frágil, descoberto nesses fluídos arrepiantes de terror sendo arrebatada, consumada nessa fantasia ilegal.
Enquanto afundo meu pensar lascívo nesse imaginário malicioso...Eis que a ruptura do silêncio da noite se fez...
Gritei com o espanto da ferocidade a qual meus membros foram agarrados. O sujeito de encontro a minha luta inutíl de se desvencilhar de seu hálito cheio de maldade.
" Me larga!"..."Socorro"....palavras ecoadas em vão!
A brutalidade instintiva se fez então! O desconhecido oportuno do acaso me rasgou, dilacerou meus panos que cobriam meu pudor.Sua boca salivosa, sedenta de desejo fora de encontro a minha pele assustada, pálida, arrepiada, preenchida dessa cena de horror. Mesclado o meu desespero com a fantasia fugaz realizavél de submissão, possessão e violentação, meu corpo cravaste a luta do desejo perverso da volúpia ao falo desconhecido e agressivo contra o medo da perda de algo que se presava em manter. A moralidade.
Ele me morde,me marca e me abusa sufocando meu grito de dor. Ele me come como um predador imundo e penetra minha intimidade carnal sem ao menos ser convidado, perfura meu sexo, percorre meus seios, transborda seus desejos perversos e converte minha humilhação em seu orgasmo pessoal.
Eu deixei de relutar, fui amordaçada pela violência , forçada a se abrir, a deleitar da minha dor sem dignidade.E quando o gozo sem rosto saiu de mim, o que me restará somente fora meu respirar ofegante e sufocado pelo suor animal de meu invasor brutal.
Estou agora jogada no beco mórbido de uma rua vazia, contaminada em liquidos espessais do prazer alheio e cansada da luta em vão, expelindo o perplexo de meus pensamentos prazerosos do ato penoso...
Eis que surge uma voz que interrompe minha hipnose anestésica do ato lubrico e perverso em questão:
"Amor...Amor?...Fiz direito?
Era assim que você queria? Parecia um estuprador de verdade?
Responde Amor!!!"

FIM.

PRISCILA ZANON